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MAMOUROS

Mamouros foi uma freguesia portuguesa do concelho de Castro Daire, com 10 km² de área e 679 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 67,9 hab/km².

Pertenceu aos extintos concelhos de Alva em 1839 e ao de Mões, extinto em 1855[1].

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Alva e Ribolhos, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos da qual é a sede
.

BRASÃO

Escudo de púrpura, fonte de prata jorrando água de prata e azul, entre dois ramos de linho, de prata, folhados e floridos do mesmo, com as flores botonadas de ouro e os pés passados em aspa, em ponta; em chefe, espada de ouro, posta em faixa, com lâmina flamejante. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: “ MAMOUROS “.

HISTÓRIA

Dista oito quilómetros de Castro Daire, ocupando uma área de 1000,24 ha. Esta freguesia era composta por sete povoações: Carvalhal, Casal, Mamouros, Mata Negra, Moinho-Velho, Ribolhinhos e Termas do Carvalhal, tendo 675 habitantes. É banhada pelo ribeiro designado Mamouros tendo a particularidade de ter duas nascentes, um em Ribolhos e a outra em Mões desaguando ambas no rio Paiva. Na povoação das Termas do Carvalhal existe uma nascente de águas mineromedicinais classificada como sulfúrea, bicarbonatada, sódica e fluoretada indicadas a patologias reumáticas e musculo-esqueléticas, aparelho respiratório e digestivo, problemas de ginecologia e dermatologia.
No século XVIII por volta do ano de 1758, o pároco faz referência a esta água: “há sim uma porção de água que sai de um mineral que a pobreza da terra faz ignorar a sua virtude”. Na Idade-Média este território pertenceu ao julgado de Alva, que acabou por ser destruído pelo liberalismo. Segundo uma carta de D. Pedro foi abadia do padroado real desde os tempos da colonização da região serrana. Mais tarde a abadia passou para a Casa de Alva, donatária do concelho, seguindo, nos meados do século XVIII, para a Condessa de Alva, D. Constança Monteiro Pain, depois sua irmã D. Maria Antónia de S. Boaventura e Meneses Pain. 
Inicialmente Mamouros pertencia à terra de Lafões, passando depois para o arcebispo de Mões.
A sua igreja de Doma Mouros tem origens muito remotas, tendo sido edificada numa herdade do rei, apesar da apresentação caber aos fregueses. Este facto é confirmado por testemunhos, estando entre eles o pároco, Paio Rodrigues, aquando das inquirições de 1258 e que é o seguinte: "Item Martinus Joahanicus, juratos et interrogatus de patronatu ecclesie Sancti Michaelis de Doma Mouros dixit, quod ecclesia de Doma Mouros est hedificata in própria hereditate Regis, et parrochiani presentant eidem ecclesie(...) Pelagius Roderici, prelatus ejusdem ecclesie, dixit similiter." Segundo o mesmo, a igreja detinha muitas herdades da coroa, tendo estas sido oneradas com foro de jugada, não sendo os seus membros dizer quem lhas deixara nem em que tempo, embora alguns testemunhos apontassem, durante o reinado de D. Afonso, conde de Bolonha, para o reinado de D. Sancho II. A sua implementação em propriedade régia acabou por fazer com que os monarcas chamassem a si o direito do padroado em prejuízo dos paroquianos, tendo tal sucedido durante a primeira monarquia, ainda que não se saiba a data exata. S. Miguel de Doma Mouros foi taxada em 80 libras durante o reinado de D. Dinis, em 1321.

Caixa-Relicária de Mamouros

Na coleção particular que o Revº Pe.Donato de Almeida e Cunha reuniu ao longo da sua vida tendo em mente a criaação de um Museu Paroquial, e que se guarda na Residência Paroquial de Queiriga, entre materiais de natureza muito heterogénea e de valor muito diverso, encontra-se uma pequena lipsanoteca de madeira.
Noseu interior se conserva um pequeno pergaminho com um insuspeitado interesse cultural.

 DESCRIÇÂO:


A caixa-relicário de Mamouros é uma peça esculpida num bloco unico, em madeira de cedro. O seu autor trabalhou-a com recurso a formação ou a qualquer outro instrumento metálico apto a cortar madeira, deixando visíveis, aqui e ali, os negativos do trabalho de desbaste. Definida a configuração externa genericamente paralelepipédica, o artista criou uma cavidade interior de igual forma, proporcionalmente mais pequena, destinada a albergar as relíqueas e a ser encerrada por uma pequena tampa. Esta, também ligeiramente abaulada, foi trabalhada em peça de madeira autónoma mas da mesma natureza.


 PROVENIÊNCIA E CONTEXTO

Aparentemente a caixa será proveniente de Mamouros, tendo sido oferecida ao Pe. Donato de Almeida e Cunha pelo então Pároco de Mamouros.

Há cerca de 30 anos o templo de Mamouros foi totalmente remodelado, o que motivou obras profundas que vieram destruir muitos dos testemunhos do seu passado. Essas obras obrigaram a um desmonte total do seu Altar principal, que foi então remodelado. Ora, entre as pedras que foram retiradas do templo e que não foram reutilizadas foi identificado por um dos autores desta nota um Pé-de-Altar medieval com luculos para as relíqueas.
Encontra-se, hoje, recolhido numa Quinta anexa ao templo, significativamente conhecida por "Quinta do Passal" repousando junto de um curral. Trata-se de uma peça granítica , de secção rectangular, que resulta do reaproveitamento de uma antiga Ara romana.
A Ara apresenta vestigios de inscrição romana, hoje infelizmente quase ilegível.
No topo superior da Ara, onde primitivamente se localizava o foculus para as librações, foi rebaixado um loculus destinado a albergar as relíqueas. Trata-se de uma cavidade paralelepipédica, com pequena moldura onde se apoiava a tampa, certamente em madeira. Esta era posteriormente lacrada , ficando o recéptaculo selado.
 Era certamente dentro deste loculus que se encontrava a pequena lipsanoteca de que nos ocupamos nesta nótula. Ela terá aparecido, por tanto, há cerca de 30 anos, quando se procedeu ao desmonte do Altar antigo.
Ribolhos.
   Faleceu no ano de 1999 na freguesia de Ribolhos - Castro Daire.

LOCAIS A VISITAR

TERMAS DO CARVALHAL

 

VER

A beleza da montanha de mãos dadas com a saúde.


As Termas do Carvalhal situam-se a cerca de 500 metros de altitude em plena Beira Alta, distrito de Viseu, concelho de Castro Daire, entre as bacias hidrográficas do Vouga e do Paiva, enquadradas pelas serras de Montemuro e Arada reflectem em si as características únicas do Concelho de Castro Daire. Alia o Termalismo ao mundo rural, ao

campo, à natureza, às tradições seculares e à gastronomia castrense. A paisagem de fundo une a Serra de Montemuro ao Rio Paiva, cenário memorável onde as novas experiências acontecem no ritmo próprio e exclusivo que só a natureza pode oferecer. Este ambiente rústico já esquecido por muitos, está à sua espera em Castro Daire, onde as Termas do Carvalhal revelam códigos singulares para o seu prazer e bem-estar.

As Termas do Carvalhal situam-se na freguesia de Mamouros, concelho de Castro Daire, distrito de Viseu.


As Termas do Carvalhal são um polo de atracção do concelho de Castro Daire, pela qualidade das suas águas, benéficas para as vias respiratórias, para a prevenção e cura de problemas de pele, mas também no tratamento dos ossos e reumatismo.

MAIS Locais a visitar em Mamouros:

Termas do Carvalhal

lugar da Sra. da Piedade

Casa Grande do Carvalhal

Lugar Mata Negra

Património cultural e edificado em Mamouros:

Igreja paroquial 

Capelas da Sra. da Piedade, de S. Pedro e Sra. de Lurdes

TRADIÇÕES

Brinquedos/Jogos Tradicionais

Os brinquedos tradicionais trazem sempre boas lembranças, principalmente aos mais velhos que, na maioria das vezes, eram eles próprios que faziam os seeus brinquedos. Os mais novos aprendem a descobrir novas brincadeiras com brinquedos antigos.

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