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ALVA

Alva foi uma freguesia portuguesa do concelho de Castro Daire, com 11,23 km² de área e 479 habitantes (2011). Densidade: 42,7 hab/km².

Foi vila e sede de concelho entre 1514 e 1836[1]. Era constituído pelas freguesias de Alva, Mamouros e Pepim e tinha, em 1801, 936 habitantes.

Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada às freguesias de Mamouros e Ribolhos, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos com a sede em Mamouros.

BRASÃO

Escudo de ouro, três flores de linho de azul, realçadas e com estames de prata, alinhadas em faixa, entre, duas trompas de caça de negro, embocadas e viroladas de ouro e passadas em aspa, em chefe e um pipo de vermelho, posto em faixa, com os arcos de prata, em campanha. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: «ALVA - CASTRO DAIRE»

HISTÓRIA

Alva foi uma freguesia portuguesa do concelho de Castro Daire, que pertenceu ao extinto concelho de Mões. Foi vila e sede de concelho entre 1514 e 18361 . Era constituído pelas freguesias de Alva, Mamouros e Pepim e tinha, em 1801, 936 habitantes.
Em 2013 foi extinta, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, agregando-se assim às freguesias de Mamouros e Ribolhos, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Mamouros, Alva e Ribolhos com a sede em Mamouros.
Alva teve foral novo concedido por D. Manuel em 1514. Contudo, sabe-se que teve outro foral, anteriormente, pelo Conde D. Henrique e posteriormente confirmado por D. Afonso III. Desta forma, Alva já se encontrava formada e até teria uma importância económica anterior à fundação da Nacionalidade Portuguesa.
Alva era um pequeno concelho medieval que pagava os seus impostos de acordo com as terras que lavravam por cada jugo de bois. Desta forma, D. Manuel e o seu foral, no século XVII, determinam que quem lavrasse com um jugo de bois deveria pagar seis quarteiros de pam meado, a saber: centeio e milho, quem lavrasse com uma vaca e um boi, um moyo e sesteiro, quem lavrasse com duas vacas, pagaria três quarteiros, quem tivesse apenas um animal e pedisse emprestado o outro também teriam de pagar a jugada; aqueles que lavrassem com bois alheios – pagariam segundo a quantidade de pão.
O foral atualiza as suas medidas usadas para o pagamento e prevê isenções para os órfãos que herdassem terras incultas dos seus progenitores, penalizando aqueles que abandonassem as terras por desinteresse. O foral determina também a quantia a pagar pelo cultivo do vinho, criação de porcos (retirando-se a banha para pagar parte dos impostos), pela criação de galinhas e cultivo do linho.
No tempo de D. Afonso III quem construísse casa em Alva pagaria dois soldos. D. Manuel aumenta o imposto para dois reais e meio, contudo os lavradores dispunham de moutados e maninhos que usavam livremente, segundo estes sempre “esteveram e se conthem em huma sentençaa que sobre isso houveram em nossa Rellaçom do Juiz…”.
Em 1258, Alva já teria construído uma igreja na herdade do rei. O padroado pertencia ao povo porque, possivelmente, foi feita às custas da população. Mais tarde tudo passou para o padroado real e D. Afonso V doou-a a João Roiz Borges juntamente com as igrejas de S. Miguel de Mamouros e Santa Maria de Pepim. De família em família estas terras foram pertencer a um Sousa de Santarém enquanto o padroado permaneceu nos domínios do Conde de Alva.
O primitivo concelho de Alva, a quem pertencia as paróquias de Pepim e Mamouros, foi suprimido no século XIX integrando-se no concelho de Castro Daire.

UM TRIENTE DE VITIZA PROCEDENTE DE ALVA (CASTRO DAIRE)

  Bênção à igreja de S. Martinho

"Em 23 de Maio de 1815 se passou licença para se benzer a igreja de S. Martinho de Alva, na
forma do Ritual Romano e Constituição deste Bispado, por Despacho ou Portaria de remissório
de S. Exº de 22 Maio do disto ano e mandada passar pelo Rev.º Dr. Provisor, o que poderia
fazer o Rev.º Pároco a seu rogo."
(Arq. Distrital Viseu - Livros do Cabido da Sé de Viseu)


A igreja de S. Martinho de Alva caracteriza-se pela sua arquitectura tardo-barroca e neoclássica, aparecia já, referenciada nas inquirições de D. Afonso III, em 1258.
O templo detém uma torre sineira adossada à nave e, no interior da igreja, sobressaem os retábulos de talha dourada e policromada, tardo-barrocos, detendo o principal tribuna e trono.

LOCAIS A VISITAR

Locais a visitar em Alva:

Alto da Nossa Sra. da Penha

Moinhos

Canastros

Património cultural e edificado em Alva:

Igreja paroquial

Capela de Nossa Sra. da Penha

Alminhas

TRADIÇÕES

Brinquedos/Jogos Tradicionais

Os brinquedos tradicionais trazem sempre boas lembranças, principalmente aos mais velhos que, na maioria das vezes, eram eles próprios que faziam os seeus brinquedos. Os mais novos aprendem a descobrir novas brincadeiras com brinquedos antigos.

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